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Estudar pelo menos entre três a seis meses de antecedência.
Ter o governo como patrão sempre foi o sonho de muitos trabalhadores, principalmente agora. Com o desemprego em alta na iniciativa privada, a procura pelo serviço público deu um grande salto a partir do final da década de 90. A boa remuneração, com média salarial de R$ 4 mil para os cargos de nível superior, garantia de estabilidade, plano de carreira e a oferta constante de novas vagas são alguns dos atrativos da carreira pública.
Outro chamariz é a forma de seleção, considerada bem mais democrática, já que os postos são preenchidos através de concurso. A competição por uma vaga, no entanto, tem sido cada vez mais acirrada e difícil. A questão é: como preparar-se para enfrentar a concorrência? Qual o caminho para obter a tão desejada aprovação?
Não existe fórmula mágica. Passar em concurso exige persistência, priorização do tempo, preparação com antecedência e acreditar que se é capaz. É preciso programar-se com pelo menos entre três a seis meses de antecedência. Normalmente, quando o edital é publicado, há um prazo de apenas 90 dias entre o período de inscrição e a prova.
É um tempo suficiente apenas para o candidato aperfeiçoar-se, afinar o que já sabe, e não é suficiente para quem pretende começar a estudar do zero. O segredo é ganhar tempo e orientar-se pelo conteúdo programático do último concurso do cargo desejado e, depois, quando for publicado o edital, fazer as adaptações. A concorrência nos grandes concursos públicos federais é superior a 100 candidatos por vaga, bem acima, por exemplo, da famosa relação de candidato por vaga do vestibular de medicina da Ufba.
ALÉM DO MÓDULO
O cursinho é uma boa saída, pois dita um ritmo e direciona o estudo. Um bom curso preparatório é importante, principalmente para as matérias de conhecimentos específicos ou técnicas que não sejam dominadas suficientemente. É mais um recurso para superar os demais candidatos, servindo também para disciplinar o estudo. Entretanto é uma ilusão achar que basta estudar o que está no módulo. O material deve servir como uma espécie de guia. O candidato precisa aprofundar os estudos com a consulta a outros materiais didáticos.
Por mais que se conheça um assunto, deve-se sempre relembrar o que se sabe. Fazer um concurso sem estudar é um total desperdício. Deve-se procurar tempo para preparar-se o melhor possível. Mesmo antes da publicação do edital, pode-se comparar o que estão exigindo os concursos similares e ir atualizando-se naquela matéria. Saber qual a instituição que elaborará os testes também é indispensável. Cada uma possui um estilo e grau de exigência próprios, que podem nortear os esforços de estudo.
GABARITO
Fazer o maior número possível de exercícios, preferencialmente resolvendo questões de concursos anteriores, é muito importante também, no entanto, que é preciso desenvolver a capacidade de deduzir, de raciocinar, para acertar questões que não estão nas provas anteriores nem nos livros.
É preciso uma atenção especial para a folha de respostas, o famoso gabarito. O candidato não deve deixar para o último momento o preenchimento do gabarito. Às vezes, ele responde a prova toda e simplesmente não dá tempo de marcar as questões na folha de respostas e a prova é recolhida pelo fiscal. O ideal é deixar cerca de 30 minutos para marcar o gabarito, além de lembrar de dar uma revisada antes de entregar o exame.
O candidato também deve procurar estar no local da prova com uma certa folga e assim evitar correrias e até o risco de encontrar os portões fechados. Também deve estar sempre muito bem alimentado. A recomendação é que leve lanches e água mineral para evitar imprevistos na hora do teste.
Vale lembrar, ainda, para quem quer entrar no setor público, que os cursos de pós-graduação contam pontos, literalmente. Nas seleções que incluem prova de títulos (avaliação do currículo do candidato), quem tem pós "lato sensu" ganha bônus igual ao obtido por quem tem nível superior.
Maratona exige sacrifícios
Os preços dos cursinhos preparatórios variam de R$ 1.200 a R$ 1.800, incluindo aí todo o material didático, questionários e provas das últimas seleções. O curso Atitude pratica menores preços, promove facilidades de pagamentos parcelados em até 18 vezes, e diversas promoções com parcelamentos sem juros e com descontos. No Atitude você encontra as melhores condições para estudar.
A equipe de professores do Atitude possui formação na área e experiência em concursos. Essas exigências garantem aos alunos uma preparação especializada e voltada para atender ao objetivo principal: passar.
Ser aprovado em concurso é um objetivo de vida, uma maratona que exige sacrifícios e investimentos.
Hoje em dia, os concursos públicos atraem gente de todas as idades dos 18 aos 70 anos. Ao contrário da iniciativa privada, em que o candidato deve atender a requisitos como faixa etária e formação em faculdades renomadas, no setor público, a exigência é o bom desempenho nas provas.
A carreira pública oferece uma série de vantagens: há vagas permanentemente para todos os níveis de escolaridade, não há discriminação, pois a seleção não leva em conta sexo, idade, raça, classe social. Quem está na batalha por um emprego sabe muito bem as vantagens deste tipo de seleção.
Estabilidade
A seleção é dura, mas o retorno é valioso: a tão desejada estabilidade profissional aliada a um salário e tanto. E um lembrete importante: nos concursos federais, estaduais ou municipais, os melhores cargos estão nas áreas fiscal, jurídica, policial e bancária.
O administrador de empresas e funcionário público Joaquim Susart vem há três meses preparando-se para o concurso do Departamento de Polícia Técnica. Ele optou por um curso preparatório à noite. O curso é importante porque ensina muitos macetes. Prepara o aluno para passar, diz. Ele só se arrepende de ter esperado a publicação do edital para começar a estudar.
Esforço igual tem feito César Brandão de Faria. Formado em economia, ele conta que, às vezes, no meio da noite, acorda e lembra de alguma dúvida de direito, apenas uma das muitas matérias que têm tirado o seu sono. Fim de semana, namorada, família, tudo na minha vida ficou para segundo plano. Tem uns dez dias que não vejo meu irmão#, garante.
Administre bem o tempo
O tempo é o maior inimigo do candidato. Em média, cada questão deve ser respondida entre três e quatro minutos. Acontece que muitas vezes o candidato passa dez, 15, 20 longos e intermináveis minutos tentando resolver uma única questão considerada mais complicada. Para os especialistas, este é um dos principais erros cometidos durante a prova.
Se o candidato não souber uma questão, deve deixá-la para depois. Não deve ficar gastando minutos preciosos para ganhar apenas um ponto. Isso se não acabar errando de qualquer maneira. A primeira preocupação que o candidato deve ter é obter pelo menos 50% de acerto em cada disciplina e assim se manter na disputa.